Sylvinha Araujo, Homenagem e Missa de um ano de falecimento

 

Sábado, dia 27/6, será realizada uma homenagem e missa de um ano do falecimento da ilustre cantora Sylvinha Araujo, no Salão de Cerimônia do Cemitério e Crematório Horto da Paz, local de seu sepultamento.

Estarão presentes o seu esposo Eduardo Araujo, com quem viveu por 39 anos, seus filhos Monnika Araujo e Edu Luke, além de familiares amigos e fãs da cantora.

 

A seguir uma matéria da jornalista Isabel Vasconcellos sobre a vida de Sylvinha Araujo.

MULHER Destaque da Semana NA HISTÓRIA

25 de junho 2008, morreu Sylvinha Araujo

Os anos 1960 revelaram inúmeros talentos na música brasileira. Depois da turma da Bossa Nova, veio a turma da chamada MPB (Elis, Caetano, Gal, Bethânia, Gil, Edu Lobo...) que se contrapunha à turma da Jovem Guarda (Roberto, Erasmo, Wanderléa, Ronnie, Sérgio Reis, Golden Boys...).

A TV Excelsior era líder de audiência, seguida de muito perto pela TV Record que, de repente, emplacou o programa Jovem Guarda, com Roberto Carlos no comando.

A Excelsior não ia ficar atrás. Pra concorrer com Roberto e Wanderléa, inventou um programa com um dos grandes nomes da Jovem Guarda: Eduardo Araujo. Mas tinha um problema: Eduardo queria que sua parceira fosse uma cantora que ele conhecera recentemente. A TV já tinha contratado uma cantora para comandar o programa com ele. O que nem Eduardo nem a TV sabiam é que estavam falando da mesma cantora. Era a Sylvinha. Eduardo acabaria se casando com ela e vivendo um dos mais sólidos casamentos da área artística, até a morte dela, em 2008, 39 anos depois.

Silvia Maria Vieira Peixoto Araujo nasceu na cidade de Mariana, Minas Gerais, em 16 de setembro de 1951.

Nelson Motta, até hoje uma das maiores autoridades em crítica musical, passou a chamá-la  de “Janis Joplin Brasileira”, depois de ouvir a versão soul que ela gravou da música “Paraíba”, de Luiz Gonzaga.

Ela ainda não tinha 18 anos quando apareceu na TV pela primeira vez, no programa do Chacrinha, o grande apresentador da época.

Logo depois veio a fama, no palco da Jovem Guarda.

Ao lado de Eduardo Araujo comandou o programa “O Bom” e, juntos, gravaram inúmeros sucessos.

Por alguns anos, esconderam dos fãs o seu relacionamento amoroso. E Carlos Imperial, que era empresário dos dois, queria processá-los em 30 milhões de cruzeiros por desrespeitar a cláusula contratual que estipulava que, na vigência do contrato, era proibido se apaixonar.

Mas, quando se casaram, em 1969, a famosa igreja da Consolação, em São Paulo, foi pequena demais para abrigar a multidão que veio prestigiar o casal.

Sylvinha chegou na limousine de Roberto Carlos e entrou na igreja conduzida por Ronnie Von, grande amigo do casal até os dias de hoje e padrinho de casamento. Todos os ídolos da Jovem Guarda lá estavam.

O casamento foi uma verdadeira “Festa de Arromba”, como queria a música de Erasmo e Roberto.

Dos ídolos da Jovem Guarda, só Roberto se manteve no auge por décadas e até hoje pode ser considerado um grande sucesso. Todos os outros diversificaram suas carreiras. Por exemplo, Sérgio Reis virou um sucesso sertanejo; Ronnie Von, apresentador de TV. Wanderléia continua muito solicitada para shows e grava frequentemente, a exemplo do disco que está lançando agora, “Nova Estação”.

Eduardo Araujo passou pelo rock pesado, montou uma gravadora (Number One) e Sylvinha, que foi jurada do programa de calouros do Silvio Santos nas décadas de 1970 e 80, se transformou numa das mais importantes cantoras de “jingles” do país (gravou mais de 2 mil), tendo gravado poucos discos, mas todos os que gravou são verdadeiras maravilhas, como o CD “Suave É a Noite”, de 2001.

Ronnie Von a considera uma das vozes mais afinadas do Brasil.

Mas Sylvinha, que nos deixou sua autobiografia, pela editora Novo Século, “Anjo Lilás”, soube também se dedicar ao marido e aos filhos, num casamento que durou quatro décadas, até a sua morte.

Em 1996 ela descobriu um câncer de mama, infelizmente já avançado. Foram 12 anos de luta, sem nunca deixar suas atividades. Em 2007, Eduardo e Sylvinha lançaram o CD “40 Anos de Jovem Guarda”.

Mas o câncer venceu a guerra e levou Sylvinha, precocemente, aos 56 anos de idade, no dia 25 de junho do ano passado. Ela estava internada, havia 21 dias, no Hospital 9 de Julho e foi enterrada no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra.

fonte: www.isabelvasconcellos.com.br

 

   
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